Agora estou calminha …

Mas, na semana passada o bicho pegou feio! Perdi as estribeiras mesmo! Gritei, soquei a mesa, falei coisas que não devia, etc, etc,etc. Até eu me estranhei! Nem vou registrar aqui o que aconteceu, porque quero mesmo esquecer. Feizmente, reconheci meu despempero e desculpei-me com as pessoas que assistiram à triste cena e nada tinham a ver com a história. E o causador de tudo também me pediu desculpas. Então, melhor nem falar mais no assunto. Apenas fiz este post para avaliar quanto tempo estava sem uma explosão de raiva, desde o último post. Tenho de melhorar…

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Boca suja

Três meses sem raiva! E agora, uma nova explosão! Nem era necessário, mas fiquei cega de raiva ao receber uma notícia. Tenho uma casa alugada que foi desocupada há cerca de um mês. Mas não havia recebido as chaves ainda, pois alguns pertences da inquilina ainda estavam lá.

Pois, bem, recebi um recado alertando-me para o fato de que a notícia de uma casa vazia estava correndo o risco de ser invadida. A minha, é claro. É uma casinha simples. Não moro nem pretendo morar lá, mas é um patrimônio que pretendo usar para comprar um apartamento.

O que me deixou louca de raiva foi a inquilina me mandar um recado. A idéia de ter sido a última a saber me deixou fula da vida. Achei que ela deveria ter me comunicado imediatamente. Liguei para ela e xinguei muitos palavrões.

Ela ligou-me de volta e devolveu-me todos os palavrões e mais alguns. Cheguei ao trabalho possessa e desabafei com meus colegas. Soltei mais alguns palavrões. A lembrança de ter sido a última a saber que as amantes de meu marido estava em seu velório e de que meu filho estava morto e todo o condomínio sabia e ninguém me avisou veio à tona.

Não era pela casa, nem pelo risco de ela vir a ser invadida. Mas o fato de eu não ter sido avisada imediatamente. Mais tarde, quando voltei do trabalho, ela estava em minha casa. Veio trazer as chaves e pediu desculpas por ter me xingado, pois não queria se igualar a mim.

No dia seguinte, soube que ela dissera que eu a amaldiçoara e a mandara ir para um certo lugar. Devolveu a maldição para minha família. Liguei para ela e disse que se já pedíramos desculpas uma a outra, ela não devia dizer que eu a amaldiçoara nem a xingara ofendendo sua moral. Porque isto não era verdade.

Sei que vai levar ainda algum tempo para esta situação se resolver. Não sinto mais raiva, mas sei que não havia necessidade nenhuma de brigar, muito menos de xingar. Foi uma perturbação emocional, um descontrole sem tamanho. Já pedi desculpas a cada um de meus colegas de trabalho por meu destempero.

Lastimável o que aconteceu…

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Raiva nao leva a nada

Há tempo que nada posto aqui. Manter-me calma e imparcial diante de situações que levariam à raiva tem sido um exercício constante. Neste ínterim, desde o post anterior, apenas por duas vezes permiti que o furor tomasse conta de mim.

A primeira vez foi em sala de aula, quando vi um aluno que não havia feito o exercício pegando um caderno de outro aluno. Perguntei se o caderno era dele, ao que me respondeu rispidamente: “e não é meu, hã?” Retruquei: “Menos…” referindo-me a seu tom ao falar comigo. Ele então se exaltou: “Menos o quê? Tá maluca falando aí…” “Tô maluca!!! Gritei , “pode ir embora!”

Ele se recusou e eu fui à diretoria exigir que ele saísse de minha sala e que fosse suspenso de minhas aulas. Ele desceu as escadas e ao cruzar por mim, disse algo que nem lembro mais o que foi. Eu interrompi: “Não fale comigo!” E ele respondeu , encarando-me: “O quê? Fica falando besteira…” Subi, bufando de raiva e nem quis mais ouvi-lo.

Ele foi embora e, no dia seguinte, não compareceu à escola. No outro dia, antes de eu entrar em sala, ele se retirou sem me olhar. A coordenadora conversou com ele e disse que só assistiria aula se pedisse desculpas. Dias depois, ele me esperou no corredor e desculpou-se.

-Você está me pedindo desculpas porque a coordenadora pediu ou está sentindo isso?

- Não, é que eu gritei com a senhora e queria pedir desculpas.

-Gritou não, me chamou de maluca!

-Será que eu posso assistir sua aula?

-Pode.

Impressionante como toda raiva acabou, esvaiu-se instantaneamente. E fiquei pensando o quanto ela me fez mal.

A segunda situação foi quando entrei em um posto de gasolina para calibrar os pneus. Como eu já sei que o calibrador desse posto tem um problema no visor, esperei o frentista vir me atender. Fiz sinal várias vezes e ele não veio. Pensei que era porque eu nao abastecera no posto. Fiquei com tanta raiva que sai cantando os pneus.

Ate eu fiquei assustada com o ódio que estava sentindo. Achei melhor sair dali para nao me aborrecer e brigar com o frentista, que, afinal, nao era obrigado a me atender, se eu nao abasteci. Ou era?

Neste momento em que escrevo, o teclado desconfigurou-se e nao acentua nada. Estou tranquila, afinal, ficar com raiva nao resolve o problema e so me faria mal.

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Perdoar quem nos ofende

 

Pedi a Deus uma orientação sobre o caso com meu genro, e Ele me fez perceber que quando somos ofendidos, devemos sofrer a injustiça e o dano, pois ao cristão não convém contender, mas sim, ser manso para com todos. Advertiu-me também que não se deve permitir que o sol se ponha sobre nossa ira, e que devemos ser benignos uns com os outros, perdoando-nos mutuamente.

Deus estava me falando que, se somos ofendidos, temos o dever de perdoar. Não podemos ficar esperando que quem nos ofendeu venha nos pedir perdão. E, no caso de meu genro, já sei que jamais reconhecerá que errou. Deus ordena que perdoemos. Os incrédulos são incapazes de perdoar, mas nós, como cristãos, não podemos guardar mágoa de ninguém. Sinto a necessidade de me reconciliar com ele, pois, este é meu dever como cristã, ainda que seja preciso me humilhar diante de quem me ofendeu e pedir perdão.

Pois bem, liguei para ele, mas já estava dormindo. No dia seguinte, liguei para o trabalho dele e pedi desculpas. Ele, imediatamente respondeu que não estava com raiva e pediu desculpas também. Falei-lhe que podia entrar em minha casa e não ficar na porta. E assim foi. Agora , vamos esperar o cara a cara.

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Bebês na escola

Uma questão que me deixou muito triste esta semana, foi a das “mães estudantes” que não têm onde deixar suas crianças para irem às aulas. Eu passei a semana toda muito irritada com essa situação, pois algumas alunas estavam trazendo os filhos pequenos e até bebês, que choravam, corriam pelos corredores, gritavam e até se machucavam.

Enquanto o problema estava em outras salas de aula, eu me limitava a achar um absurdo e a dizer que, quando essas mães viessem a ser minhas alunas, que eu não aceitaria as crianças na sala de aula. s, esta semana aconteceu! Uma aluna trouxe seu bebê e enfrentou a professora quando esta lhe disse que não poderia ficar com o bebê. A aluna disse que o agente administrativo a havia deixado entrar. Achei um absurdo, mas não fiz nada porque a aluna não estava em minha sala de aula. Mas reafirmei que se fosse comigo eu a mandaria embora para casa.

Porém, quando entrei em minha sala de aula, deparei-me com uma adolescente e seu bebê no colo! Eu já entrei na sala dizendo para ela que não poderia ficar, pois eu não admito trabalhar com crianças dentro da sala de aula. Eu estava muito irritada com a situação da outra menina que “peitou” a professora. aluna então, levantou-se e foi para outra sala de aula, onde também havia outras mães estudantes com seus filhos, e lá ficou alguns minutos. Achei um absurdo ela ter feito isso e desci para falar com o agente responsável pelo turno. Contei o ocorrido e perguntei-lhe se as alunas haviam pedido autorização a ele para assistir aula com os bebês. Ele respondeu que não e subiu até as salas de aula para tomar satisfações com a aluna que havia dito que ele a autorizara ficar com o bebê.

O que aconteceu em seguida foi muito desagradável. Eu ainda estava muito irritada com a situação, quando a aluna saiu da sala e, já no corredor, disse ao agente que ele não devia ter chamado a atenção dela na frente da turma e sim, chamado-a para falar em particular. Disse que ele era mal educado, ao que ele retrucou dizendo que ela era uma mentirosa. A discussão durou alguns minutos e ela começou a chorar. Um professor tentou conversar com ela e fazê-la entender que não era bom para a criança ficar ali, e que não havia estrutura na escola para atender as crianças. A propósito, na semana passada, uma das crianças caiu e se machucou, pois não paravam de correr pelos corredores.

Quando vi a menina chorando, e a maneira gentil como o professor falava com ela, senti um aperto no coração e pensei que o que estávamos fazendo era uma crueldade. Como se elas tivessem de optar entre o direito à maternidade e o direito à educação. Elas levam os bebês por não ter outra opção. Ou levam os filhos para a sala de aula ou abandonam a escola. O caso foi levado à Direção que determinou que não deveríamos permitir que as crianças viessem junto com as mães. Hoje, algumas dessas mães, que foram avisadas ontem de que não deveriam trazer as crianças, vieram novamente com seus filhos e as professoras pediram que elas voltassem para casa. E a minha aluna hoje veio sem o bebê, mas, quando entrei em sala de aula, ela se retirou e foi embora. Senti-me uma “carrasca”. Mas os outros alunos aprovaram a proibição, pois acham que as crianças atrapalham o andamento da aula.

Mesmo assim, estou muito constrangida com a situação. Penso em como deve ser difícil para essas mães estudantes se concentrar na escola, pensando no filho que ficou em casa, ou com a vizinha, ou até mesmo sozinhas. Isto me incomodou tanto que amanheci passando muito mal, e assim fiquei o dia inteiro. Tomara que a situação dessas meninas tenha uma solução satisfatória. Para elas e para os bebês.

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