No trânsito

Posted on Abril 8, 2007. Filed under: amabilidade, auto-controle | Tags: , , , |

Se há algo que me enlouquece é gente mal-educada no trânsito. Principalmente se for homem. O sangue ferve. O pior é que já me aborreci à toa, discuti, e ainda me arrisquei , pois nunca se sabe quem é o louco do outro carro. Em outra situação, simplesmente ignorei a criatura, que , sem platéia, não teve pra quem dar seu showzinho.

Sempre que tenho de entrar à esquerda, em uma rua principal, em mão dupla, penso que, se as pessoas fossem mais generosas e amáveis, mudariam para a pista da direita de modo que os que vão entrar na avenida, pudessem ir pelo meio da pista.

Pois bem, pensando assim, entro pelo meio, e acredito que o motorista que vem na principal mudará pra direita por educação. Há mais de oito anos que eu e a maioria dos motoristas fazemos isso. Mas,houve uma vez em que o motorista que vinha na pista principal, quando me viu entrar na avenida, pela pista do meio, vendo-se forçado a ir pra direita, berrou:

- Não sabe esperar, não, hein! – e acrescentou outras palavras impublicáveis aqui.

Senti tanta raiva, pois a pista direita estava vazia, e não custava nada ele me deixar entrar pela esquerda. Ao vê-lo vociferando palavrões, perdi o controle e respondi na mesma moeda. Tive ímpetos de agredi-lo com a tranca de direção, que mais parece uma barra de ferro.

Ele me ultrapassou e tentou me fechar. Furiosamente, acelerei com tanto ímpeto, que ele saiu da frente pra não bater. A cena a seguir foi ridícula e hilária. Um tentava correr mais que o outro e, ao se ultrapassarem, gritavam impropérios pela janela dos carros. Cheguei a desejar que ele estivesse indo pro mesmo lugar que eu, pra continuar a discussão quando parássemos. Felizmente, o itinerário de ambos era outro, e cada um seguiu seu caminho.

Passado o episódio, senti-me tão mal! Física e emocionalmente. A raiva nos deixa cegos e corremos riscos desnecessários em um episódio em que bastava ignorar o mal educado e seguir calmamente o meu caminho. Nós realmente poderíamos ter provocado um acidente, ou até mesmo nos agredirmos fisicamente.

O que realmente importa? Mostrar quem é o mais forte, quem tem mais direito, ou ser cordial e amável, respondendo a agressividade com amabilidade? Ou, caso não seja possível ser amável, pelo menos ignorar a circunstância adversa, que, no fim, não nos levou a nada. Bem, acho que aprendi mais esta lição.

… tudo que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, de boa fama; se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” Filipenses 4:8

imagem: daqui

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