No trabalho

Posted on Maio 4, 2007. Filed under: auto-controle, re-ação | Tags: , , |

 

Enquanto não resolvo uma situação que me provocou raiva, preocupo-me cada vez mais com as atitudes que terei de tomar. Nestas circunstâncias começo a evitar determinadas pessoas, tarefas e assuntos. E isto não é bom porque acredito que o ambiente de trabalho deve ser de prazer e de realização profissional e pessoal.

Pois bem, na semana passada tivemos um feriadão que coincidiu com o final de um mês e o início de outro. O mês virou e esqueci de assinar o ponto todo. Ficaram dois dias sem assinar. Quando volto ao trabalho, após o feriado, recebo um bilhete dizendo que meu ponto iria para a correção na Coordenadoria de Pessoal sem assinar. Questionei porque não me ligaram cedo pra eu ir até o trabalho e assinar, pois soube que o ponto estivera lá o dia todo. Como trabalho à noite, teria o dia inteiro pra resolver a situação.

A agente de pessoal, além de não me avisar, levou todos os cartões de ponto para casa, pois, no dia seguinte, os levaria para a tal correção.

A partir desse momento tenho um acesso de raiva, muita raiva, mas, respiro fundo e resolvo ligar para ela. Mantive o controle e perguntei onde morava. Peguei o endereço e disse-lhe que passaria em sua casa, após sair do trabalho, para assinar o bendito ponto, uma vez que morava perto. Fiquei muito contrariada com essa situação, mas, era um alívio poder me livrar dos descontos no contra-cheque.

Terminado o expediente, fui para casa e esqueci completamente de ir assinar o ponto na casa da agente de pessoal. No dia seguinte, ao chegar ao trabalho, lembrei-me do bendito e, pronto, a raiva voltou! Desta vez fiquei com raiva dela e de mim. Liguei para me desculpar por não ter ido assinar o ponto e percebi a frieza em sua voz ao dizer que ficara acordada até meia-noite me esperando. Pensei que era mentira dela, imagina, ficar acordada me esperando até meia-noite! Fui meio ríspida também e disse que ela poderia ter me ligado durante o dia para eu ir assinar o ponto, embora eu soubesse que a obrigação de assiná-lo diariamente é minha. E pedi para ela ver a possibilidade de deixar os dias em branco para eu assinar depois. “Vou ver o que posso fazer”, respondeu. Agradeci e desliguei, com mais raiva ainda!

Trabalhei de mau humor. Não gosto de levar os problemas de casa para o trabalho e vice-versa. Mas, se algo estiver me incomodando fico diferente: ajo mais agressivamente, seja falando, dirigindo, realizando alguma tarefa. Bato as portas, jogo os objetos com força (não quebro nada), fico com a cara fechada, em silêncio. Não eram as faltas que me enfureciam, mas a falta de consideração de não me ligar, e deixar um bilhetinho comunicando-me o ocorrido. Resolvi esquecer o fato e não tocar mais no assunto.

À noite, ao chegar ao trabalho, olhei para o ponto curiosa. Respirei fundo e peguei-o. Uma amiga me avisou que havia um bilhetinho para mim. Segurando a respiração, li-o: “Sem problemas, pode assinar os dias…” Relaxei. Já pensou se eu tivesse brigado com ela e a destratado! Agora estaria completamente fora de meu estado normal de tranqüilidade e de paz.

“… tudo que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, de boa fama; se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” Filipenses 4:8″

imagem daqui

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