Sogras e genros

Posted on Junho 9, 2007. Filed under: impulsividade, irritação | Tags: , |

Está certo que “quem casa quer casa”, e, foi pensando nisso que fiz questão de alugar um apartamento para não morar com minha filha. No entanto, tento ajudá-los financeira e emocionalmente. Sei que não devo interferir na vida deles, e , como me conheço, prefiro ficar de fora. Mas sempre acabo me metendo em situações difíceis, achando que eles não serão capazes de se virar sozinhos.

O que aconteceu este final de semana foi um puxão de tapete para eu aprender a ficar quieta no meu canto e só me meter se for chamada. Pois bem, acontece que eu fui chamada! Sim, porque os dois se desentenderam em uma festa e o bonitinho saiu cantando os pneus e deixou minha filha e neta sozinhas para se virar e voltar para casa.

Ela me ligou pedindo que eu as fosse buscar. Quando soube do que aconteceu, liguei para o celular dele, já achando que não ia atender. Mas, atendeu! E quando perguntei se não ia buscá-las, ele me mandou cuidar de minha vida e parar de se meter na dele. E que ela se virasse, que tomasse um táxi. Eu só disse o seguinte: “Veja lá como você fala comigo!” E ele só respondeu que estava com a cabeça quente. Desliguei. O telefone e me desliguei dele.

Fui buscá-las e, quando estava bem perto, ele me liga dizendo que ia buscá-las. “Agora eu já estou aqui, perdida, tentando encontrar o local!” E desliguei mais uma vez. Encontrei-as e levei-as até o local onde ele disse que estaria, à minha filha, pelo celular.

Ele disse a minha filha que vai me tratar do jeito que ele achar que deve. Eu disse a ela que ele não vai mais ter a oportunidade de falar sequer comigo. A raiva dele deve-se à minha intromissão, pois ninguém gosta que fiquem dando palpites em sua vida. Então, vou me afastar dele, e, se minha filha e neta precisar de alguma coisa, ajudarei de longe.

Sei que precisam de privacidade, de aprender a caminharem sozinhos, de resolver seus próprios problemas, e tal. Se eu interferir nestas coisas, não será possível que eles cresçam, amadureçam. Pensei bastante nisso hoje, quando minha filha me disse para me manter neutra e deixar eles resolverem a vida deles sozinhos. Eu devo cuidar da minha própria vida, pensar em mim, em meu trabalho e aproveitar o tempo que investia nos meus filhos em meu benefício ou de pessoas que precisem de mim.

Agora, vai ser difícil de engolir o modo grosseiro como ele falou comigo e não se desculpou. Não precisa mais falar comigo. Só não revido porque quero manter contato com minhas meninas. Não vou me afastar de minha filha e neta. Isso nunca! Ainda não consegui digerir a grosseria dele. Foi a primeira e a última. Nunca mais ele precisará me dirigir a palavra. Estou muito aborrecida com esta história. Desta vez não me acalmei ainda…

imagem daqui

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